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Roteiro: Quatro dias na Serra do Funil

Atualizado: 24 de Abr de 2019

A Lorrana Fidêncio foi com a Pegada Ecoturismo para a Serra do Funil e compartilhou o seu roteiro conosco. Garantimos que você já vai querer conhecer o lugar antes mesmo de chegar no final do roteiro!

Localizada a 18 km do município mineiro de Rio Preto, próximo a fronteira com o Rio de Janeiro, a beleza natural, tranquilidade da Serra e do povoado do Funil vem atraindo cada vez mais turistas. O nome Funil vem do ribeirão Sant’Ana que corta o povoado: em certo ponto, as águas do ribeirão correm para um gargalo estreito de pedras e somem, reaparecendo alguns metros depois.

O povoado conta com algumas opções de pousada e camping. A opção escolhida nessa viagem foi o Camping Pé de Serra. O local é bem completo e possuí rede de Wi-Fi, um restaurante que vende porções e bebidas. Conta também com banheiros com água quente e de quebra há um belo rio que passa pela área onde, além de nadar, dá para brincar com o slackline.


Cachoeira da Amorosa. Foto Lorrana Fidencio

1° Dia

Complexo das Três Divisas: No primeiro dia percorremos o Complexo que existe dentro do terreno do Rancho Pé da Serra, que é onde ficamos, foram cerca de 8 km percorridos no total e duas cachoeiras visitadas.

Cachoeira do Café: Foi à primeira cachoeira que visitamos na viagem. A trilha tem uma subida bem extensa, mas é bem tranquila. A escolha do seu nome foi devido à utilização do local para plantio do café nos períodos mais antigos. O seu poço é raso na maior parte e possui muitas pedras que podem machucar. O acesso à queda é fácil, com uma parte mais funda somente de um dos lados do poço. Fica em uma parte de mata mais fechada, o que aumenta a sua beleza.

Cachoeira da Amorosa: Possuí esse nome em homenagem a uma vaca que em uma noite de tempestade se desequilibrou na parte alta e acabou caindo no poço da cachoeira, onde foi localizada após 3 dias do seu sumiço. Após o fato, os moradores locais decidiram homenagear a vaca e colocaram o nome da cachoeira de Amorosa. A trilha para o local é cheia de subidas, então haja fôlego


Cachoeira da Água Amarela. Foto: Gleisson Martins

2° Dia

Complexo Toca do Coelho e Água Amarela: Neste dia percorremos o total de 15 km caminhando e 6 km dentro da van.

Cachoeira da Água Amarela de Cima: Como já pode imaginar, o nome é devido à coloração da água que é bem amarelada. Possui um poço pequeno e incrível, raso e com fácil acesso à queda. A trilha para chegar à cachoeira é bem tranquila e agradável, considero até como de nível de fácil a intermediário para iniciantes. O único e maior cuidado que deve ser tomado no poço é quanto a chegada na queda, onde tem algumas pedras bem afiadas que podem causar algum acidente.

Cachoeira da Água Amarela de Baixo: Fomos também à principal cachoeira desta trilha, que leva o mesmo nome e que fica em uma parte mais baixa. Além de possuir uma queda d'água bem mais alta, possuí um trecho de trilha com uma descida um pouco íngreme e com algumas partes mais escorregadias, mas  com atenção dá pra chegar nela tranquilamente. O poço da cachoeira é belíssimo, também muito raso e de fácil acesso a queda. Existem várias grandes pedras embaixo da queda, você pode sentar e sentir a água caindo no rosto fazendo aquela massagem.

Complexo Toca do Coelho: O complexo conta com quatro lindas cachoeiras, todas com fácil acesso. O percurso possui escadas e pontes para facilitar a chegada em todos os atrativos. O valor de entrada para visitação às cachoeiras é de R$5,00 - a taxa é arrecadada para a manutenção do complexo. É uma ótima pedida pra curtir um dia em família, além de ter um camping com restaurante na propriedade e ser próximo à trilha das Cachoeiras Amarelas.

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Cachoeira Espinheira Santa: É a primeira cachoeira do local, a que vemos assim que chegamos ao restaurante e camping Toca do Coelho. Não possuí partes fundas, basicamente você fica em baixo da queda, o que é mais interessante para as famílias que levam crianças.

Cachoeira das Quatro Quedas: Segunda cachoeira do complexo, famosa por ter quatro quedas d’água e por sua formação de pedras com um formato que lembra um leão. É cheia de pedras e não possuí um poço, é mais um conjunto de pequenas corredeiras, bom pra sentar nas pedras e curtir a água.

Cachoeira do Mundinho: Nome dado em homenagem ao cunhado do dono do terreno. É a penúltima cachoeira de todo o percurso, tem um pequeno poço e bem raso. As famílias também gostam de levar os filhos e ficar mais pra curtir a queda.

Cachoeira Toca do Coelho: É a principal cachoeira do complexo e a que possuí o poço mais fundo. Também é conhecida por possuir no seu lado esquerdo, pedras que lembram o rosto de dois gorilas. Ela conecta diretamente à cachoeira do Mundinho que está logo abaixo.

3° Dia


Cachoeira Água Vermelha, Duas irmãs, Pau Seco, Cipó: Neste dia percorremos o total de 9 km de caminhada e 6 km dentro da van. Também foi possível apreciar a belíssima Mata do Cambuí.

Cachoeira da Água Vermelha: Foi o primeiro atrativo do dia, ela tem esse nome devido à coloração avermelhada de sua água ao formar o poço. Existem duas trilhas que dão acesso ao local: uma composta por uma descida bem íngreme que é um desafio para iniciantes, e a outra que é mais tranquila e não possui grandes dificuldades de acesso. É uma das cachoeiras mais lindas dessa minha viagem de carnaval. O poço é bem raso, possibilitando que você vá até a queda sem problema algum, apenas no lado onde possui uma gruta é que temos uma profundidade maior, então é necessário tomar mais cuidado, mas o lugar é incrivelmente maravilhoso e me deixou sem palavras!

Cachoeira do Pau Seco: Fica um pouco abaixo da cachoeira da água vermelha. A queda possui um pequeno poço onde se formam algumas corredeiras, fomos até lá mais para apreciar e conhecer o local, pois não havia muito espaço para todos e não tinha um bom lugar para banho de cachoeira.

Cachoeira do Cipó: Continuando nosso percurso onde tivemos um trecho pequeno de subida e uma descida bem tranquila, encontramos a cachoeira do Cipó que é uma queda d’água menor, com um pequeno poço onde também fomos apenas para apreciar e conhecer. Ao lado da Cachoeira do Cipó está a cachoeira Duas Irmãs com o seu poço raso e tranquilo.

Cachoeira da Caveira: O nome vem do seu conjunto de corredeiras que formam a imagem de uma caveira, inclusive existe um poço na face da caveira com uma parte mais funda para chegar, tendo uma corda como auxiliar quem quiser ir até lá. Há uma grande parte do rio onde todos podem se banhar, com alguns poços, corredeiras e uma espécie de prainha que é um atrativo para as famílias. O lugar é bonito e aconchegante.



4° Dia


Foram 4 km de caminhada neste dia, o dia mais tranquilo para finalizar o passeio.

Sumidouro: O sumidouro é um incrível acontecimento e que dá nome a região. Acontece quando o Ribeirão Sant'Ana que corta a serra, desaparece misteriosamente entre algumas pedras, formando redemoinhos e reaparecendo cinqüenta metros adiante na formação de uma gruta.


Gruta do Funil: Fica a 1.104m de altura no seu ponto mais alto, o local é conhecido pela grande devoção dos moradores da Vila do Funil. A gruta recebe cerimônias religiosas, possuindo bancos e imagens sacras no seu interior. Dentro dela há uma nascente de água consagrada e todos pegam essa água como água benta. Um pouco acima temos uma cruz que fica no ponto mais alto para marcar esse local como um ponto sagrado.


Dicas

- Reserve um tempo para conhecer a  pequena Vila do Funil  e conversar com os seus moradores.

- A Vila é bem pequena e fica afastada da cidade de Rio Preto, então é bom já ir preparado. Leve dinheiro em espécie e se for acampar os mantimentos e recursos que for precisar.


- Há opções de pousada e camping com restaurante.

- Há melhor opção é ir de carro ou van.

- Quem não quer correr o risco de se perder nas trilhas pode contratar um guia na Vila.

- A Lorrana conheceu a Serra do Funil viajando com a empresa Pegada Ecoturismo. Para saber mais sobre essa agência de viagens e ecoturismo de Belo Horizonte, clique aqui.

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