Cabeça de Boi

Atualizado: 15 de Abr de 2019


Ok, o nome desse vilarejo é no mínimo diferente, mas Cabeça de Boi, pequeno distrito de Itambé do Mato Dentro, é um lugar incrível, Com todas as características de um bom interior mineiro, o local está entre as Serras do Cipó e do Lobo, possui várias cachoeiras, trilhas e até pinturas rupestres.



As Cachoeiras:


Assim como Itambé do Mato Dentro, Cabeça de Boi também é famosa por suas cachoeiras. As mais famosas estão no ‘’complexo de cachoeiras do Intancado". Existem pelo menos quatro cachoeiras próximas umas das outras (esse próximo pode parecer o ‘’ali’’ de mineiro para algumas pessoas).


A entrada do complexo fica a cerca de 6 km da cidade. A estrada até ele é de terra e tem que atravessar um pequeno rio (em condições normais um carro popular baixo passa sem problemas). Existe um trecho com uma subida íngreme, esse exige um pouco mais de cuidado. Em dias de muito movimento, a poeira que sobe torna a subida complicada para alguns carros. Algumas pessoas optam por fazer o trajeto do vilarejo até a cachoeira a pé. No local é cobrado uma taxa de entrada (10 reais em outubro de 2018).


Cachoeira do Intancado - Cabeça de Boi

A primeira cachoeira do complexo é a do Chuvisco, fica a cerca de dez minutos do estacionamento. A segunda e não muito distante é a Cachoeira do Intancado, fica no mesmo caminho da primeira, possui uma queda pequena, mas um ótimo poço para banho. É bem aberta e recebe bastante sol. Ótima para curtir com a família.


A terceira cachoeira, talvez a mais famosa, é a cachoeira da Maçã. O seu poço é cercado por um paredão de pedras, por isso não recebe muito sol. Água gelada, mas que merece um mergulho.


Cachoeira da Maçã - Cabeça de Boi

A cachoeira dos Macacos fica a cima da cachoeira da Maçã. De todas, é a que tem menos sinalização. Tivemos um pouco de dificuldade para encontrar. A subida é por uma trilha um pouco íngreme e depois segue pelo leito do rio.



Outras opções são o poço do Lajeado ou até mesmo nadar no rio, ambos a cinco minutos do estacionamento.


Pinturas Rupestres:


Localizadas a pouco mais de 3 km do centro da vila, as pinturas estão em bom estado de conservação e contam muito sobre os povos primitivos que habitavam ali. Para garantir a sua preservação, as pinturas só podem ser visitadas com o guia que é o proprietário do terreno. A visita custa R$ 10.


Outras trilhas:


Existem outras cachoeiras na região. Não tão famosas, não há sinalização para elas. O ideal é conversar com as pessoas da região ou contratar um guia local. Outro atrativo da região é o Pico do Itacolomy (não confundir com o Pico do Itacolomi de Ouro Preto). A subida possui alguns trechos mais difíceis e não há uma trilha sinalizada e nem muito bem demarcada, mas a vista lá de cima compensa o esforço.



O Bar do Seu Agostinho:


Um barzinho típico de interior, com direito a cerveja gelada sentado na calçada, tira gosto, pastel e viola caipira. No bar você ainda encontra itens diversos, é uma espécie de mini mercadinho.




Como chegar:


Cabeça de Boi, ou Santa do Rio Preto, é um distrito de Itambé do Mato Dentro, cidade próxima a Itabira. Para ir até Cabeça de Boi saindo de B.H. existem várias opções de trajeto, a maioria passando pela BR 381 sentido João Monlevade. É preciso ficar atento na hora de escolher o caminho, os caminhos mais curtos passam por muita estrada de terra e podem ficar complicados em épocas de chuva. Nós fomos até Itabira e de lá seguimos em direção a Sra. Do Carmo, depois Itambé do Mato Dentro e por fim Cabeça de Boi..


Onde ficar:


Existem algumas pousadas, a maioria fica próxima uma das outra, no centro da vila. É muito recomendável reservar antes de ir, principalmente em feriados ou finais de semana, apesar de pequeno o local recebe muitos visitantes. Outra opção, e a que nós optamos, é alugar uma casa de temporada. Existem algumas boas opções, a dica é pesquisar no Facebook ou em apps como Airbnb.




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